Informações

Princípio Ativo: Actinomicina D.
Classe terapêutica: Antineoplásico, antibiótico.

Dose

Cães: 0,5 - 1 mg / m² IV lento a cada 2 - 3 semanas.
Gatos: Informação indisponível
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Actinomicina D

Classificaçāo

Antineoplásico, Antibiótico

Espécies

Cães

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Cosmegen 0,5 mg, frasco ampola (5 mL)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A dactinomicina tem sido usada como tratamento adjuvante de linfoma, sarcomas de ossos e tecidos moles e carcinomas em pequenos animais. No entanto, uma eficácia limitada foi demonstrada com carcinomas. Seu uso como agente quimioterápico único produziu resultados de eficácia mistos em linfoma recidivado ou resistente.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A dactinomicina pode causar toxicidade com risco de vida. Só deve ser usado onde monitoramento e suporte adequados podem ser administrados. A dactinomicina é contraindicada em pacientes com reações de hipersensibilidade e deve ser usada com cautela em pacientes com mielossupressão pré-existente, disfunção hepática ou infecção. A bomba de glicoproteína P transporta ativamente a dactinomicina e certas raças suscetíveis à mutação MDR1 apresentam maior risco de toxicidade.

EFEITOS ADVERSOS

Em cães, os 2 efeitos colaterais mais comuns da dactinomicina são toxicidade gastrointestinal e hematológica. A toxicidade da medula óssea é geralmente leve e inclui anemia, neutropenia e trombocitopenia. Outros efeitos tóxicos podem incluir estomatite ulcerativa ou outra ulceração gastrointestinal e hepatotoxicidade. Como a dactinomicina pode aumentar os níveis séricos de ácido úrico, o alopurinol pode ser necessário para evitar a formação de cálculos de urato em pacientes suscetíveis. A dactinomicina é considerada vesicante e pode causar dor extensa e danos nos tecidos durante a administração intravenosa. Recomenda-se diluição e administração por infusão intravenosa ou administre lentamente IV.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Só deve ser utilizado durante a gestação quando os benefícios superarem seus riscos. Embora não se saiba se a dactinomicina infiltra no leite materno, a potencial mutagenicidade e carcinogenicidade do medicamento justificam cautela extrema ao permitir que a mãe continue amamentando enquanto recebe dactinomicina.

SUPERDOSAGEM

Devido ao potencial de toxicidade grave associada a este agente, os cálculos da dose devem ser cuidadosamente verificados para evitar sobredosagem. O tratamento é de suporte, pois não há antídoto conhecido.

Interações medicamentosas

AGENTES MIELOSSUPRESSORES

O uso simultâneo de outros medicamentos depressores da medula óssea pode resultar em mielossupressão aditiva; evite a combinação quando possível.

VACINAS (vivas e inativadas)

Podem diminuir a eficácia da vacina e aumentar os efeitos adversos das vacinas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A dactinomicina é um antibiótico com ação contra uma variedade de bactérias gram-negativas, gram-positivas e alguns fungos, mas sua citotoxicidade impede que seja clinicamente útil como antimicrobiano. A dactinomicina forma um complexo com o DNA que finalmente liga o DNA e inibe a síntese do RNA. A dactinomicina também possui ação imunossupressora e hipocalcêmica.

FARMACOCINÉTICA

Como a dactinomicina é mal absorvida, deve ser administrada IV. É rapidamente distribuída e altas concentrações podem ser encontradas na medula óssea e nas células nucleadas. A dactinomicina atravessa a placenta, mas não se sabe se infiltra no leite materno. Não atravessa a barreira hematoencefálica.

MONITORAMENTO

Faça hemograma completo com testes de função hepática e renal para monitorar possíveis toxicidades renais, hepáticas e hematológicas. Verifique dentro da boca do paciente se há ulceração. Monitore o local da injeção quanto a sinais de extravasamento.

Referências Bibliográficas

VIANA, F. A. B. Guia Terapêutico Veterinário. 3 ed. Minas Gerais: Editora CEM, 2014. 560 p. <https://consultaremedios.com.br/cosmegen/p>. Acesso em 21 de março de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/kSnecneodc/>. Acesso em 21 de março de 2020.
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