Informações

Princípio Ativo: Ácido Valpróico; Valproato de Sódio.
Classe terapêutica: Anticonvulsivante.

Dose

Cães: 60 mg/kg VO a cada 8 horas. Deve ser adicionado a terapia quando o fenobarbital e/ou brometo não são suficientes para controlar as convulsões.
Gatos: Informação indisponível
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Ácido Valpróico
  • Valproato de Sódio

Classificaçāo

Anticonvulsivante

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Ácido Valpróico; Valproato de Sódio 250 mg, cápsula
  • Ácido Valpróico; Valproato de Sódio 300 mg, comprimido
  • Ácido Valpróico; Valproato de Sódio 500 mg, comprimido
  • Ácido Valpróico; Valproato de Sódio 50 mg, xarope, ácido valpróico / 1mL
  • Depakene 250 mg, cápsula
  • Depakene 300 mg, comprimido
  • Depakene 500 mg, comprimido
  • Depakene 50 mg, xarope, ácido valpróico/1mL

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Devido a seu custo, aparente perfil farmacocinético desfavorável e potencial hepatotoxicidade, o ácido valpróico deve ser considerado, na melhor das hipóteses, como terceira ou quarta opção para o tratamento de convulsões em cães. Alguns clínicos percebem seus benefícios quando adicionado ao fenobarbital em pacientes nos quais esse fármaco sozinho não oferece o controle das convulsões.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

O ácido valpróico é contraindicado em pacientes com doença ou disfunção hepática significativa ou com hipersensibilidade prévia ao medicamento. Deve ser usado com cautela durante a prenhez e em pacientes com trombocitopenia ou função alterada da agregação plaquetária. Pode ocorrer deficiência de carnitina, o que pode afetar cães sensíveis à raça.

EFEITOS ADVERSOS

Efeitos gastrointestinais consistindo de náusea, vômito, anorexia e diarreia são os efeitos adversos mais comuns observados em pessoas e, aparentemente, em cães. Os efeitos gastrointestinais podem ser diminuídos pela administração com alimentos. A hepatotoxicidade é a reação adversa (humana) potencial mais grave relatada e deve ser considerada também em pacientes caninos. Podem ser observados aumentos relacionados com a dose nas enzimas hepáticas e, raramente, podem ocorrer insuficiência hepática e morte. A deficiência de carnitina pode ocorrer e pode contribuir para o desenvolvimento de hepatotoxicidade. Outros efeitos adversos potenciais incluem: SNC (sedação, ataxia, alterações comportamentais), dermatológico (alopecia, erupção cutânea), hematológico (trombocitopenia, agregação reduzida de plaquetas, leucopenia, anemia), pancreatite, hiperamonemia e edema.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Foi relatada uma incidência de 1-2% de defeitos do tubo neural em crianças nascidas de mães que tomam ácido valpróico durante o primeiro trimestre da gravidez. Outras malformações congênitas (incluindo cardíaca e craniofacial) também foram relatadas. Efeitos semelhantes foram observados em animais de laboratório. Use em cadelas gestantes apenas quando os benefícios superarem os riscos da terapia. As concentrações de ácido valpróico no leite materno são de 1 a 10% das concentrações séricas. Não se sabe se isso teria algum efeito prejudicial sobre os lactentes.

SUPERDOSAGEM

Sobredosagens graves podem causar depressão profunda do SNC, asterixis, inquietação motora, alucinações e morte. O tratamento consiste em medidas de suporte e a manutenção do débito urinário adequado é considerada obrigatória. Como o medicamento é absorvido rapidamente, a êmese ou a lavagem gástrica podem ser de ajuda limitada. Devido às suas características de absorção tardias, a forma divalproex pode ser removida por lavagem ou êmese se a ingestão ocorrer recentemente. É relatado que a naloxona é benéfica na reversão de alguns dos efeitos do ácido valpróico no SNC, mas também pode reverter as propriedades anticonvulsivantes do fármaco.

Interações medicamentosas

ANTICOAGULANTES

O ácido valpróico pode ter efeitos na agregação plaquetária; use com cautela com outros medicamentos que afetam o status da coagulação.

ASPIRINA

Os salicilatos podem deslocar o ácido valpróico dos locais das proteínas plasmáticas, aumentando assim os níveis de ácido valpróico.

ANTIBIÓTICOS DO CARBAPENEM

Diminuição dos níveis de ácido valpróico.

COLESTIRAMINA

Pode reduzir a absorção do ácido valpróico.

CLONAZEPAM

Os efeitos sedativos do clonazepam podem ser aumentados pelo ácido valpróico e a eficácia anticonvulsivante de ambos pode ser diminuída.

OUTROS DEPRESSORES DO SNC

O ácido valpróico pode aumentar os efeitos depressores do SNC.

FENOBARBITAL, PRIMIDONA

Diminuição dos níveis de ácido valpróico. O ácido valpróico pode aumentar os níveis séricos de fenobarbital e primidona.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O mecanismo de ação anticonvulsivante do ácido valpróico anida não foi totalmente elucidado; Estudos em animais demonstram que ele inibe GABA tranferase e succinato aldeído desidrogenase aumentando os níveis de GABA no SNC. De forma complementar, um estudo demonstrou que o ácido valpróico inibe atividade neuronal aumentando a condutância de potássio.

FARMACOCINÉTICA

O valproato de sódio é rapidamente convertido em ácido valpróico no ambiente ácido do estômago, onde é rapidamente absorvido pelo trato gastrointesitnal. A biodisponibilidade relatada em cães após administração oral é de ~ 80%; os níveis de pico ocorrem em ± 1 hora. Alimento pode atrasar a absorção, mas não altera sua extensão. O divalproex em sua forma com revestimento entérico, tem um atraso de aproximadamente 1 hora em sua absorção oral. Os pacientes que apresentam efeitos adversos gastrointestinais (náuseas, vômitos) podem se beneficiar dessa forma de dosagem. O ácido valpróico é rapidamente distribuído pelos espaços extracelulares. É ~78-80% ligado às proteínas plasmáticas em cães. Os níveis de líquido cefalorraquidiano são ± 10% daqueles encontrados no plasma. Os níveis do leite são de 1 a 10% daqueles encontrados no plasma; atravessa facilmente a placenta. O ácido valpróico é metabolizado no fígado e conjugado com glucuronido. Esses conjugados metabólicos são excretados na urina; apenas pequenas quantidades do fármaco inalterado são excretados na urina. A meia-vida de eliminação em cães varia de 1,5-2,8 horas. Nos gatos, o valproato é glucuronidado mais lentamente do que outras espécies de mamíferos, de modo que a meia-vida de eliminação é maior.

MONITORAMENTO

Monitore a eficácia anticonvulsivante. Se usado cronicamente, faça hemograma completo e enzimas hepáticas pelo menos a cada 6 meses. Meça os níveis séricos de amônia.

Referências Bibliográficas

<https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/0EP8rhqWen/>. Acesso em 21 de mar. de 2020.

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