Informações

Princípio Ativo: Ursodiol.
Classe terapêutica: Colerético, Laxante.

Dose

Cães: 10 - 15 mg / kg a cada 24 horas.
Gatos: 10 - 15 mg / kg a cada 24 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Ácido Ursodesoxicólico

Classificaçāo

Colerético, Laxante

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e proteger da luz, fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Ácido Ursodesoxicólico 150 mg, comprimido
  • Ácido Ursodesoxicólico 300 mg, comprimido
  • Ácido Ursodesoxicólico 50 mg, comprimido
  • Ursacol 50 mg, comprimido
  • Ursacol 150 mg, comprimido
  • Ursacol 300 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

O ursodiol pode ser útil como terapia adjuvante para o tratamento médico da mucocele da vesícula biliar e acúmulo de iodo; também pode ser usado em pacientes com doença hepática crônica, particularmente nos casos em que a colestase (toxicidade biliar) desempenha um papel importante. O ursodiol não dissolve pedras radiopacas calcificadas ou pedras radiolúcidas de pigmentos biliares em pequenos animais. O benefício de ursodiol no tratamento de doenças hepatobiliares caninas ou felinas não é conhecido, mas pode ser útil para retardar a progressão de distúrbios hepáticos inflamatórios, particularmente hepatite auto-imune e hepatotoxicidade aguda.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

O ursodiol é contraindicado em pacientes hipersensíveis a ele ou a outros produtos do ácido biliar e em pacientes com obstrução biliar completa. Os benefícios do uso de ursodiol devem ser comparados aos riscos em pacientes com complicações associadas a cálculos biliares. Alguns afirmam que o ursodiol não deve ser usado, a menos que a obstrução do ducto biliar tenha sido descartada; embora não substitua a cirurgia, outros afirmam que, como o ursodiol não possui efeitos pro-cinéticos biliares, não é contraindicado.

EFEITOS ADVERSOS

O uso de ursodiol em animais tem sido limitado, mas parece ser bem tolerado em cães e gatos. O ácido litocólico é uma hepatotoxina conhecida; a importância clínica em cães e gatos não é claro. Um estudo em cães saudáveis não mostrou alterações nas concentrações de enzimas hepáticas, bilirrubina, colesterol ou triglicerídeos após 6 a 8 semanas de administração de ursodiol.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não foi encontrada evidência de fertilidade prejudicada ou dano fetal em coelhos ou ratos prenhes que receberam ursodiol 7 vezes ou 22 vezes, respectivamente, a dose máxima rotulada em humanos. Não atravessa a placenta. Não se sabe se o ursodiol é excretado no leite materno. Os efeitos clínicos em lactantes são improváveis já que o fármaco é minimamente absorvido sistemicamente.

SUPERDOSAGEM

Uma overdose de ursodiol provavelmente causa diarreia, embora salivação e vômito tenham sido observados em cães. O tratamento, se necessário, pode incluir terapia de suporte, administração oral de um antiácido contendo alumínio (por exemplo, suspensão de hidróxido de alumínio) ou esvaziamento gástrico (se houver grande overdose) com administração simultânea de carvão ativado ou suspensão de colestiramina.

Interações medicamentosas

ANTÁCIDOS COM ALUMÍNIO

Pode se ligar ao ursodiol, reduzindo assim sua eficácia

COLESTIRAMINA

Pode ligar-se ao ursodiol, reduzindo assim sua eficácia

ESTROGÊNIO

Pode aumentar a secreção hepática de colesterol e neutralizar os efeitos do ursodiol

FENOFIBRATO

Os fibratos aumentam a formação de colesterol e podem neutralizar os efeitos do ursodiol.

GENFIBROZILA

Os fibratos aumentam a formação de colesterol e podem neutralizar os efeitos do ursodiol.

TAURINA

Embora não documentada, foi levantada a preocupação de que a administração crônica de ursodiol em gatos possa levar à deficiência de taurina.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

É um ácido biliar natural solúvel em água. O ursodiol, assim como outros ácidos biliares, pode atuar como colerético e aumentar o fluxo biliar. Em cães, pode alterar a concentração circulante dos ácidos biliares, deslocando mais ácidos biliares hidrofóbicos ou aumentando sua secreção pelo fígado e bile. Por modular a composição dos sais biliares em favor de sais biliares mais hidrofílicos, a injúria ao epitélio biliar, como o potencial citotóxico dos ácidos biliares endógenos, é menor do que com os sais biliares hidrofóbicos.

FARMACOCINÉTICA

A dissolução dos cálculos já formados processa-se através da passagem do colesterol do estado cristalino sólido ao de cristais líquidos. Além disso, o ácido ursodesoxicólico substitui os ácidos biliares hidrofóbicos (tóxicos) por ácidos biliares hidrofílicos (menos tóxicos) nos processos colestáticos.

MONITORAMENTO

Monitore a eficácia através de ultrassonografia para cálculos biliares ou progressão da formação de mucocele da vesícula biliar. O painel hepático (por exemplo, AST, ALT, ALP, GGT, bilirrubina) deve ser monitorado rotineiramente.

Referências Bibliográficas

FONSECA-ALVES, C. E. et al. Protocolo terapêutico para cirrose hepática canina — uso em três animais. Estud Biol. 32/33(76-81):93-6. 2010/2011 jan/dez; PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012 <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/vcdpnUi4OL/>, Acesso em 20 de mar. de 2020.
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