Informações

Princípio Ativo: Ácido Acetilsalicílico.
Classe terapêutica: Analgésico, antitérmico, anti-inflamatório não esteroidal, antitrombótico.

Dose

Cães: Função analgésica/antitérmica/ anti-inflamatória: 10 – 20 mg/kg VO a cada 12 horas.
Gatos: Função analgésica/antitérmica/ anti-inflamatória: 10 mg/kg VO a cada 48 - 72 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Ácido Acetilsalicílico

Classificaçāo

Anti-inflamatório Não Esteroidal (AINE), Salicilato

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Nunca dê aspirina ou outro medicamento contendo ácido acetilsalicílico ao animal sem antes consultar de um médico veterinário. Intoxicações causadas por aspirina em animais de companhia são frequentes e apresentam reações graves no animal podendo levar à morte.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Ácido Acetilsalicílico 100 mg, comprimido
  • Ácido Acetilsalicílico 300 mg, comprimido
  • Ácido Acetilsalicílico 500 mg, comprimido
  • Aspirina 100 mg, comprimido
  • Aspirina 300 mg, comprimido
  • Aspirina 500 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Anti-inflamatório não-esteroidal, Inibidor plaquetário. Antipirético.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não utilizar em pacientes com úlceras gástricas, desordens hemorrágicas, asma ou insuficiência renal. Parar o tratamento com ácido acetilsalicílico sete dias antes de procedimentos cirúrgicos devido a seu efeito inibidor plaquetário. Deve ser utilizado com cautela em pacientes com hipoalbuminemia, problemas renais ou hepáticos e neonatos. Gatos são susceptíveis à intoxicação pela ineficiência na metabolização e excreção do medicamento. Usar com cautela.

EFEITOS ADVERSOS

É considerado seguro para uso em cães apesar de causar como reação adversa sangramentos gastrontestinais, vômitos, anemia e reações de hipersensibilidade. Gatos podem apresentar, febre, hemorragia gástrica, vômito, anorexia, depressão, hiperpneia e acidose.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não utilizar em pacientes gestantes (medicação com efeito de teratogenia e retardamento do parto).

SUPERDOSAGEM

Altas doses podem provocar acidose metabólica, febre, função renal dificultada e falha respiratória.

MONITORAMENTO

Monitorar sinais gastrointestinais. O monitoramento de sinais adversos deve ser constante, principalmente em gatos.

Interações medicamentosas

INTERAÇÕES

INIBIDORES DA ECA

O efeito dos inibidores da ECA pode diminuir com o uso concomitante de aspirina. Os efeitos nefrotóxicos dos inibidores da ECA podem ser aumentados com o uso concomitante de aspirina.  

ALENDRONATO

Aumento do risco de efeitos adversos gastrointestinais superiores quando usado concomitantemente com aspirina.  

AMINOGLICOSÍDEOS

Alguns médicos acham que a aspirina não deve ser administrada concomitantemente com antibióticos aminoglicosídeos devido a uma maior probabilidade de desenvolvimento de nefrotoxicidade. O significado clínico real dessa interação não é claro. Pese os riscos versus os benefícios ao contemplar a terapia.  

ANTIDEPRESSIVOS

Os efeitos antiplaquetários da aspirina podem ser aumentados com o uso simultâneo, aumentando o risco de sangramento.  

AGENTES REDUTORES DA GLICOSE SANGUÍNEA

Os efeitos hipoglicêmicos podem ser potencializados pela aspirina.  

BLOQUEADORES DE CANAL DE CÁLCIO, NÃO DIIDROPIRIDINA

 Os efeitos antiplaquetários da aspirina podem ser aumentados com o uso simultâneo, aumentando o risco de sangramento.  

CORTICOSTERÓIDES

Os corticosteróides podem aumentar a depuração dos salicilatos, diminuir os níveis séricos de salicilatos e aumentar o risco de sangramento gastrointestinal. Um estudo em cães não mostrou diferença significativa na lesão da mucosa gástrica quando dose de aspirina em dose muito baixa (0,5 mg / kg / d) foi adicionada à terapia com prednisona. A adição de aspirina aumentou a incidência de diarréia leve e autolimitada.  

DICLORFENAMIDA

A terapia com altas doses de aspirina usada concomitantemente com diclorfenamida deve ser considerada contra-indicada, pois pode resultar em acidose metabólica. Tenha cuidado com outros inibidores da anidrase carbônica.  

DIGOXINA

Em cães, a aspirina demonstra níveis aumentados de digoxina no plasma, diminuindo a depuração da digoxina.  

FUROSEMIDA

A furosemida pode competir com a excreção renal de aspirina e atrasar a excreção de aspirina. A aspirina acumulada pode causar sinais clínicos de toxicidade em animais que recebem altas doses de aspirina. O efeito diurético da furosemida pode estar diminuído.  

GLUCOSAMINA

O uso concomitante de aspirina pode aumentar o risco de sangramento.  

HEPARINA, ANTICOAGULANTES ORAIS ou AGENTES ANTIPLATATIVOS

O uso concomitante de aspirina pode aumentar o risco de sangramento.  

HIALURONIDASE

Os benefícios terapêuticos da hialuronidase podem estar diminuídos; doses mais altas de hialuronidase podem ser necessárias.  

METOTREXATO

A aspirina pode deslocar o metotrexato das proteínas plasmáticas, aumentando o risco de toxicidade do metotrexato.  

AINEs

Existem chances aumentadas de desenvolver ulceração gastrointestinal quando usadas concomitantemente. Os animais em terapia com aspirina que serão substituídos por um AINE COX-2 provavelmente devem ter um "período de lavagem" de 3 a 10 dias entre a interrupção da aspirina e o início do AINE. Outra recomendação para gatos é um "período de lavagem" de aproximadamente 7 a 10 dias ao mudar de aspirina para outro AINE.  

SÓDIO DE POLISSULFATO DE PENTOSAN

Os efeitos antiplaquetários da aspirina podem ser aumentados com o uso simultâneo, aumentando o risco de sangramento.  

FENOBARBITAL

A indução de enzimas hepáticas pelo fenobarbital pode aumentar o metabolismo da aspirina.  

PROBENECIDE SULFINPIRRAZONA

Em doses usuais, a aspirina pode antagonizar os efeitos uricosúricos do probenecide ou da sulfinpirazona.  

ESPIRONOLACTONA

A aspirina pode inibir a atividade diurética da espironolactona.  

TETRACICLINA

Os antiácidos na aspirina tamponada podem quelar os produtos de tetraciclina se administrados simultaneamente; doses espaciais separadas por pelo menos uma hora.  

TILUDRONATO

As concentrações séricas de tiludronato podem diminuir com a terapia concomitante com aspirina.  

DROGAS ACIDIFICANTES URINÁRIAS

Os acidificadores urinários podem diminuir a excreção urinária de salicilatos.  

DROGAS ALCALINIZANTES URINÁRIAS

Os alcalinizadores urinários aumentam significativamente a excreção renal de salicilatos; porque os inibidores da anidrase carbônica (por exemplo, acetazolamida, diclorfenamida) podem causar acidose sistêmica e aumentar os níveis de salicilatos no sistema nervoso central; Pode ocorrer toxicidade.  

PRODUTOS VALPROATE

As concentrações séricas de produtos valproato podem aumentar com a terapia concomitante com aspirina.  

VITAMINA E

Os efeitos antiplaquetários da aspirina podem ser aumentados com o uso simultâneo, aumentando o risco de sangramento.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O ácido acetilsalicílico inibe a agregação plaquetária através da inibição da síntese de tromboxanos nas plaquetas. Seu mecanismo de ação baseia-se na inibição irreversível da ciclooxigenase. Os felinos possuem baixa concentração de glicuroniltransferase no organismo, portanto não são capazes de metabolizar rapidamente o ácido acetilsalicílico, que é conjugado com ácido glicurônico nos microssomos hepáticos para detoxicação e excreção.

FARMACOCINÉTICA

O ácido acetilsalicílico é bem absorvido no estômago e é encontrado tanto ligado às proteínas plasmáticas quanto de forma livre. Apresenta meia vida no cão de 8h e no gato 38 horas (TASAKA, 2011).  

Referências Bibliográficas

HOGAN, Daniel F. et al. Secondary prevention of cardiogenic arterial thromboembolism in the cat: the double-blind, randomized, positive-controlled feline arterial thromboembolism; clopidogrel vs. aspirin trial (FAT CAT). Journal of veterinary cardiology, v. 17, p. S306-S317, 2015. TASAKA A. C. Anti-inflamatórios Não Esteroidais. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/N5RHyd93hg/>. Acesso em 17 de mar. de 2020
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