Informações

Princípio Ativo: Aceturato de Diminazeno.
Classe terapêutica: Anti-protozoário.

Dose

Cães: Babesioses: dose única de 3,5 mg/kg IM. Tripanossomíase africana: 3,6 – 7 mg/kg IM a cada 2 semanas conforme o necessário.
Gatos: Informação indisponível
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Aceturato de Diminazeno

Classificaçāo

Anti-protozoário

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Este medicamento não deve ser utilizado continuamente, ou sem a orientação do médico veterinário.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Aceturato de Diminazeno

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

O diminazeno é usado no tratamento da tripanossomíase e infecções por Babesia spp em cães.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Os efeitos tóxicos do SNC em cães podem estar associados a doses cumulativas de diminazeno, e doses repetidas devem ser cuidadosamente consideradas. Uma referência afirma que "a dose não pode ser repetida com este ou outro derivado de diaminidina dentro de um período de 6 semanas".

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos associados às dosagens terapêuticas de diminazeno em cães podem incluir vômitos e diarreia, dor e inchaço no local da injeção e diminuições transitórias da pressão arterial. Muito raramente (< 0,1%) foram relatados ataxia, convulsões ou morte.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Pouca informação está disponível. Ratos que receberam diminazeno até 1 g/kg VO nos dias 8 a 15 não demonstraram efeitos teratogênicos, mas pesos corporais diminuídos e reabsorções aumentadas foram observados na dose mais alta. O diminazeno é distribuído no leite; a segurança dos lactentes não foi estabelecida.

SUPERDOSAGEM

Pouca informação está disponível. O diminazeno parece ser mais tóxico em cães. Doses acima de 10 mg/kg IM em cães podem causar efeitos gastrointestinais, respiratórios, nervosos ou músculo-esqueléticos graves.

Interações medicamentosas

Não foram observados problemas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O mecanismo de ação exato do diminazeno não é bem conhecido. Acredita-se que com a Babesia spp interfira na glicólise aeróbica e na síntese de DNA. O diminazeno pode não erradicar completamente o organismo, mas como é metabolizado lentamente, a supressão de sinais clínicos ou profilaxia recorrentes pode ser alcançada por várias semanas após uma dose única.

FARMACOCINÉTICA

O fármaco é rapidamente absorvido e distribuído após administração IM. Níveis altos podem ser encontrados no fígado e nos rins. O medicamento parece entrar no líquido cefalorraquidiano, mas em níveis significativamente inferiores aos encontrados no plasma em animais saudáveis. Os níveis no líquido cefalorraquidiano são mais altos em cães infectados com tripanossomíase africana, provavelmente devido à inflamação meníngea. O diminazeno aparentemente é metabolizado um pouco no fígado, mas a identificação desses metabólitos e se eles possuem atividade anti-protozoária não é conhecida. Os valores da meia-vida de eliminação variam de 5 a 30 horas em cães. As diferenças na metodologia dos ensaios do estudo podem ser responsáveis ​​por parte dessa variação, mas mesmo em um estudo individual em cães usando HPLC, foi observada ampla variabilidade inter-paciente.

MONITORAMENTO

Para infecções por Babesia spp em cães, o monitoramento inclui a vigilância de possíveis efeitos adversos do diminazeno e sinais de eficácia clínica, incluindo o monitoramento de hemograma completo. Casos graves podem ter enzimas hepáticas ou ureia elevadas e hipocalemia.

Referências Bibliográficas

FERREIRA, A. J. P. e PIZARRO, L. D. C. Agentes Antiprotozoários. In: SPINOSA, Helenice Souza, GÓRNIAK, Silvana Lima, BERNARDI, Maria Martha. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária, 6ª edição. Guanabara Koogan, 2017. TAYLOR, M. A. (Mike A.) Parasitologia veterinária / M. A. Taylor, R. L. Coop, R. L. Wall; revisão técnica Maria Cecilia Reale Vieira Bressan; tradução Cid Figueiredo, Idilia Ribeiro Vanzellotti, Ronaldo Frias Zanon. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/BfVfoHZu2M/>. Acesso em 16 de março de 2020
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