Informações

Princípio Ativo: Acetato de Retinol - Vitamina A.
Classe terapêutica: Vitamina.

Dose

Cães: Tratamento adjuvante de adenite sebácea: inicialmente 8.000 – 10.000 unidades/cão VO a cada 12 horas; pode aumentar para 20.000 – 30.000 unidades/cão VO a cada 12 horas. Dermatose responsiva à vitamina A, seborreia idiopática primária, distúrbios foliculares, queratoacantoma: 625 - 800 unidades/kg VO a cada 24 horas ou 10.000 - 50.000 unidades/cão VO a cada 24 horas com uma refeição gordurosa.
Gatos: Informação indisponível
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Vitamina A

Classificaçāo

Vitamina

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

A administração sem prescrição desse medicamento pode causar hipervitaminose A.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Acetato de Retinol - Vitamina A 50000 UI, drágea (30 un)
  • Acetato de Retinol - Vitamina A 5000 UI / gota, frasco (20 mL)
  • Acetato de Retinol - Vitamina A 50000 UI, drágea (20 un)
  • Arovit Gotas 5000 UI / gota, frasco (20 mL)
  • Retinar 50000 UI, drágea (20 un)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Em cães, embora as evidências que sustentem seu uso sejam fracas, a vitamina A administrada exogenamente (não dietética) pode ser útil no tratamento da dermatose responsiva à vitamina A em cocker spaniels (e outras raças), adenite sebácea, seborreia idiopática primária e outros distúrbios primários da queratinização , distúrbios foliculares (por exemplo, alopecia por diluição da cor) e queratoacantoma.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A vitamina A administrada exogenamente é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade a ela ou em pacientes com hipervitaminose A. As doses de vitamina. Choque anafilático e morte ocorreram em humanos após administração intravenosa. Para evitar a hipervitaminose A, considere todas as fontes de vitamina A (dietéticas, outros suplementos, tópicos) ao prescrever vitamina A.

EFEITOS ADVERSOS

Os cães parecem tolerar bem a vitamina A oral. Potenciais efeitos adversos em cães podem incluir efeitos gastrointestinais, eritema, prurido e alterações comportamentais. O excesso de suplementação crônica pode causar hipervitaminose A expressa por pápulas localizadas ou generalizadas (centro firme), alopecia, descamação, sangramento excessivo, doença hepática e, raramente, ceratoconjuntivite seca. Os efeitos adversos geralmente desaparecem após a descontinuação do medicamento. Os gatos parecem ser suscetíveis à toxicidade crônica da vitamina A.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A vitamina A administrada exogenamente é contraindicada na gestação. A segurança dos filhotes amamentados não é conhecida, mas os requisitos de vitamina A das lactantes aumentam durante a amamentação.

SUPERDOSAGEM

Não foram localizados dados sobre toxicidade aguda da vitamina A oral em cães ou gatos. A sobredosagem crônica parece apresentar maior risco para cães (e gatos); consulte a seção efeitos adversos para obter mais informações. O tratamento consiste na descontinuação da vitamina A e na terapia de suporte.

Interações medicamentosas

Acitretina, isotretionoína

Aumento do risco de toxicidade da vitamina A.

Colestiramina

Pode reduzir a absorção de vitamina A.

Clopidogrel

Altas doses de vitamina A podem aumentar o risco de sangramento.

Heparina

Altas doses de vitamina A podem aumentar o risco de sangramento.

Óleo mineral

Pode reduzir a quantidade de vitamina A absorvida pelo intestino. Separe as dosagens por pelo menos 2 horas se estiver usando concomitantemente.

Neomicina

Pode reduzir a absorção de vitamina A.

Tetraciclina

O uso simultâneo pode aumentar o risco de pseudotumor cerebral (hipertensão intracraniana benigna).

Varfarina

Altas doses de vitamina A podem aumentar o risco de sangramento.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A vitamina A (e seus derivados) é necessária para o crescimento, desenvolvimento ósseo e dentário, visão, reprodução, síntese de cortisol, imunidade e integridade das superfícies mucosas e epiteliais. A vitamina A é um co-fator em várias reações bioquímicas, incluindo síntese de mucopolissacarídeos, síntese de colesterol e metabolismo do hidroxiesteroide. Na retina, o retinol combina-se com o pigmento da haste opsina para formar a rodopsina, necessária para a adaptação visual escura. Todos os retinoides têm alguns efeitos antiproliferativos, anti-inflamatórios e imunomoduladores.

FARMACOCINÉTICA

A vitamina A administrada por via oral (exceto o ácido retinoico) deve ser convertida em retinol pelas hidrolases pancreáticas e da mucosa antes de ser absorvida no intestino delgado e reesterificada nas células da mucosa. A absorção pode ser reduzida com comprometimento da função hepática ou pancreática. Esses ésteres de retinil (principalmente o palmitato de retinil) entram na circulação sistêmica através dos vasos linfáticos depois de serem ligados por quilomícrons e depois são retirados da circulação e armazenados pelo fígado. O ácido retinoico é diretamente absorvido inalterado e depois transportado para a circulação sistêmica via albumina. É metabolizado por vias de glucuronidação.

MONITORAMENTO

Monitore a eficácia e faça teste de ruptura de Schirmer (STT) se estiver usando a longo prazo. A recomendação de frequência para verificar novamente o STT varia; são sugeridos desde 3 semanas a cada 6 a 12. Monitore também enzimas hepáticas se estiver usando a longo prazo e outros efeitos adversos à medida que surgem.

Referências Bibliográficas

GREGHI, G. F.; CHANQUETTI, A. S. Dermatose Responsiva à Vitamina A em cães: relato de caso. Ensaios e Ciência, v. 14, n. 2, p. 115-124, 2011. PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/PFtpwPjA3A/>. Acesso em 13 de março de 2020
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