Psicóloga denuncia que cachorra morreu e teve o corpo cremado sem autorização em clínica veterinária de Goiânia

3 de novembro de 2021
Noticia- cadela cremada

Evelin Sousa diz que foi pega de surpresa: ‘Eles disseram que ocorreu um errinho e o corpo foi levado para cremação’. Cadela foi diagnosticada com uma doença rara.

A psicóloga Evelin Sousa, de 23 anos, denuncia que a sua cachorra morreu e teve o corpo cremado sem autorização, em uma clínica veterinária de Goiânia. Segundo a mulher, ela foi informada do falecimento quando se arrumava para visitar a cadela e informou que queria enterrá-la.

“Quando cheguei lá, eles disseram que ocorreu um errinho e o corpo foi levado para cremação comunitária. Mesmo que não seja uma pessoa, tem uma questão sentimental e eles dificultaram ainda mais o luto”, desabafa Evelin.

g1 tentou contato desde as 15h45 por telefone e email com o responsável pela clínica veterinária Medcão. Às 22h, o responsável pela clínica respondeu, informando que a cadela morreu após uma cirurgia e que a situação foi explicada à tutora. O corpo foi identificado para que não fosse liberado e colocado em um ambiente específico. Porém, por um erro de um funcionário, a cadela foi entregue a uma empresa terceirizada para ser cremado.

Evelin explica que a cadela Eloísa tinha quatro meses e foi levada à clínica, pois não estava comendo, após uma série de exames feitos nos dias 19 e 20 deste mês, o diagnóstico indicou linfangiectasia, uma doença rara. Segundo a psicóloga, no dia 20 a cachorra passou por uma cirurgia e faleceu na mesma noite, mas antes da morte a clínica teria dificultado que ela visitasse a cachorra.

“Pedimos o relatório do óbito, e está falando que ela morreu às 23h, mas eles disseram que não avisaram por conta do horário”, pontua.

A tutora diz que a clínica informou até que guardaria o corpo da cadela em um freezer para que ela buscasse. A conversa foi registrada por Evelin, que em uma das mensagens questiona sobre o que aconteceu com a filhote.

A Medcão reconheceu o erro e disse que entende o sofrimento e revolta da família. A clínica afirmou ainda que procurou a tutora para prestar todo apoio necessário e está à disposição para reparar o erro judicialmente ou por meio de um acordo.

O caso foi registrado na polícia, mas a delegada Simelli Lemes, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (Demas) explica que o erro cometido pela clínica não configura crime.

“É uma questão cível, não enquadra como maus-tratos, pois o animal já estava morto. É um erro, é preciso verificar conduta ética junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária Goiás (CRMV-GO) e uma ação cível, já que feriu o íntimo da dona”, aponta a investigadora.

Evelin diz que o dono da clínica entrou em contato com ela para oferecer reparação dos danos materiais, mas ela relata que recusou.

“Não tinha intenção de pegar de volta o dinheiro que gastei com ela, mesmo com o falecimento. Minha indignação é como ela foi tratada, foi um descaso com a gente. Quero que a clínica arque com o prejuízo moral com esse ocorrido”, fala a psicóloga.

Fonte:https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2021/10/27/psicologa-denuncia-que-cachorra-morreu-e-teve-o-corpo-cremado-sem-autorizacao-em-clinica-veterinaria-de-goiania.ghtml

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