Medica Veterinária de SC é destaque mundial em publicações sobre bem-estar animal

6 de fevereiro de 2021

Uma pesquisa bibliométrica publicada na revista Animals identificou a professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Maria José Hötzel entre os autores com o maior número de publicações sobre bem-estar animal no mundo.Fruto de uma parceria entre a instituição universitária Queensland (Austrália) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o levantamento examinou a produção de publicações sobre bem-estar animal por meio do Web of Science, um dos bancos de dados mais populares do mundo. Foram consideradas publicações ocorridas entre 1990 e maio de 2020 em 22 idiomas. A pesquisa detectou 4.851 registros que incluíam o termo “bem-estar animal” em seus endereços. Desse total, 4.404 (91%) foi publicado em inglês, 373 em alemão, 46 em polonês, 11 em espanhol, 10 em português, 3 em húngaro, 2 em holandês e 2 em francês. Os principais autores com mais de 100 publicações eram provenientes da Austrália, Canadá e Alemanha.

Maria José Hötzel aparece no levantamento na 15ª colocação, com 53 registros contabilizados. A docente integra o Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural do Centro de Ciências Agrárias da UFSC desde 2006, no entanto, iniciou como bolsista recém-doutor do CNPq e professora visitante ainda em 1997. Atualmente é pesquisadora nível 1-A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Segundo os pesquisadores, o primeiro artigo de um centro universitário de bem-estar animal foi publicado em 1978, pela Estação de Bem-Estar Animal da Escola Veterinária da Universidade de Budapeste. A UFSC também figurou como uma das instituições que mais têm publicado na área, e o CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foram destaques no fomento à pesquisa.

Indiscutível
O reconhecimento dos animais como seres sencientes por parte da sociedade não é uma novidade. Em 2020, não deveríamos discutir isso, mas sim como devemos tratá-los, manejá-los, sabendo disso. Todos os animais: de produção, estimação, silvestres ou animais que a gente considera pestes, porque nos trazem um grau de prejuízo à saúde. É preciso desenvolver mais conhecimento científico, não somente para que sejam tomadas as melhores ações, mas para disseminar este conhecimento científico entre estudantes, técnicos, autoridades que tomam as decisões e aqueles que colocam estas decisões em prática.

Pandemia
A pandemia vai trazer uma grande evidência para importância da medicina veterinária na saúde pública, uma importância que sempre existiu, mas que ganha maior reconhecimento. O que é muito importante porque pode gerar políticas públicas, maior interesse por parte das instituições de ensino, profissionais e estudantes.

Pesquisas atuais

Estamos trabalhando na área de produção animal para consumo de alimentos, com estudos voltadas às relações humano animais sob dois pontos de vista: do público leigo e de profissionais ligados à área. Público leigo envolve tutores e consumidores de alimentos por exemplo e o segundo grupo é formado por médicos-veterinários, estudantes e profissionais que atuam com manejo de animais. A opinião das pessoas que estão fora e dentro destes sistemas são diferentes, seja pelo conhecimento que tem ou pelo envolvimento com o produto final. É importante identificar ondeas informações se conectam e onde se diferem para tentar, em algum momento, conciliá-las.Várias técnicas que causam algum empobrecimento do bem-estar dos animais, ainda são utilizadas em práticas de criação às vezes é muito notável. Há práticas que não deveriam mais exisitir e outras novas que continuam sendo propostas, como a modificação genética de animais, por exemplo, que tem repercussões positivas e negativas.

Grupos de pesquisa
É preciso fomentar o ensino de bem-estar animal nos cursos de medicina veterinária Há muito interesse por parte dos jovens, é fundamental criar novos currículos e fomentar grupos, há uma infinidade de assuntos a serem trabalhados.

Fonte: CRMV-SC

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