Justiça proíbe exercício da medicina veterinária por investigados de hospital veterinário em Maceió

6 de junho de 2021
Noticia justica proibe clinica maceio

Além da suspensão da prática, decisão determina que os denunciados usem tornozeleira eletrônica

Em decisão nesta sexta-feira (4), a Justiça de Alagoas determinou que os investigado no caso de maus-tratos contra animais em uma clínica veterinários, no bairro Barro Duro, em Maceió, foram proibidos de exercer a medicina veterinária ou “qualquer outra função, pública ou privada, relacionada à área de saúde animal”. A decisão foi confirmada pelo delegado Leonam Pinheiro.

A suspensão da atividade segue até que o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Alagoas delibere sobre a determinação, podendo optar pela manutenção do registro profissional, de acordo com o documento.

Os denunciados ainda deverão utilizar tornozeleira eletrônica, com raio de alcance no município de Maceió. “Em caso de indisponibilidade de tornozeleira eletrônica, os pacientes devem permanecer em liberdade, temporariamente, sem o referido aparelho, mediante o compromisso de comparecimento para a colocação do equipamento tão logo haja disponibilidade, o que deverá ser acompanhado pelo Juízo de origem”, diz trecho da decisão.

Os investigados ainda deverão fazer um comparecimento periódico em Juízo, respeitando o prazo de até o décimo dia do mês, com o objetivo de informar e justificar atividades, além de estarem proibidos de manter contato entre si, cumprir recolhimento domiciliar das 18h às 7h e comprovar os endereços residenciais e de trabalho dos pacientes, como “cláusula condicionante da eficácia do presente contramando.”

O hospital veterinário segue interditado desde 6 de maio deste ano, após ação de equipes do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA).

O caso

O hospital veterinário foi denunciado após a morte de um cão, que havia sido deixado no local para cuidar da tíbia quebrada e, sem justificativa, foi entregue morto ao seu tutor. À época, o caso ganhou destaque nas redes sociais.

Em um vídeo publicado pelo delegado Leonam Pinheiro, o tutor do animal relatou que o cachorro chegou na clínica veterinária apenas com a pata quebrada. Outra pessoa ao fundo chega a questionar “como que um cachorro morre de uma vacina?”. “Uma pata quebrada. Isso não existe no mundo. Não existe isso no mundo. Erro de vocês. Você é um médico”, completou a segunda pessoa.

Veja o vídeo:

Após a repercussão do caso, o hospital veterinário se manifestou sobre o caso, por meio das redes sociais, e repudiou “qualquer manifestação desprovida de veracidade, baseada em comentários revestidos de interesses outros.”

Confira a nota na íntegra

O HVT manifesta o mais profundo pesar pelo óbito do animal LOCK, o qual se encontrava interno no Hospital. Neste momento de dor, a equipe do HVT, se solidariza com os proprietários e expressa as mais sinceras condolências pela perda, ao tempo em que se encontra disponível para esclarecer qualquer situação.

Quanto às informações veiculadas nas redes sociais, o Hospital repudia qualquer manifestação desprovida de veracidade, baseada em comentários revestidos de interesses outros.

O HVT reitera o sentimento de perda do animal, contudo, todos os esforços foram tomados para manter a saúde do paciente. Temos uma equipe qualificada e quem nos conhece de perto sabe o quanto somos preocupados com o bem-estar de cada animal. Todas as nossas instalações são monitoradas e limpas 24 horas, de maneira que a qualquer momento e sem prévio agendamento podemos apresentá-la.

Certo dos esforços em oferecer um serviço de qualidade, o Hospital seguirá esclarecendo o ocorrido conforme a conclusão dos exames realizados e a serem realizados.

Fonte: https://www.gazetaweb.com/noticias/justica/justica-proibe-exercicio-da-medicina-veterinaria-por-investigados-de-hospital-veterinario-em-maceio/

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