Dinamarca vai sacrificar 17 milhões de animais para evitar mutação do coronavírus

5 de novembro de 2020

Segundo o governo dinamarquês, a mutação que surgiu em doninhas atua sobre os anticorpos e pode atrapalhar a eficácia da futura vacina contra a covid-19

A Dinamarca vai sacrificar cerca de 17 milhões de doninhas (visons) por causa de uma mutação da covid-19 que já infectou 12 pessoas, anunciou a ministra Mette Frederiksen, na quarta-feira (4/11). O país é o maior exportador mundial de pele de visons.

“O vírus que sofreu mutação através dos visons [doninhas] que poderia representar um risco de que futuras vacinas [contra a Covid-19 não funcionem como deveriam”, disse Frederiksen, durante uma coletiva de imprensa com funcionários da saúde. “É preciso sacrificar todos os visons”, acrescentou, o que representa de 15 a 17 milhões de animais, informou.

Segundo o governo dinamarquês, a mutação não agrava as complicações causadas pelo novo coronavírus em humanos, mas atua sobre os anticorpos, reduzindo sua eficácia, o que acrescenta um problema ao desenvolvimento da vacina contra o coronavírus.

“Continuar a criação dessas doninhas representaria um risco muito alto para a saúde pública, tanto na Dinamarca quanto no exterior”, ressaltou Kåre Mølbak, diretora da Autoridade Dinamarquesa de Controle de Doenças Infecciosas (SSI).

Foto: Carcaças de visons em Farre, na Dinamarca; país sacrificará até 17 milhões de animais para evitar contaminação por coronavírus

Fonte: Ritzau Scanpix – 21.out.2020/Mette Moerk via Reuters

 

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