Com recadinho à mão, menina tenta encontrar gato de casa em casa

2 de fevereiro de 2021

Chuvisco é o primeiro gatinho de Maria Luiza; após 1 mês sem voltar pra casa, esperança é que os bilhetinhos ajudem a encontrá-lo

Há 1 ano e 5 meses, Maria Luiza, de 8 anos, é apaixonada pelo primeiro e até agora único gatinho que algum dia já teve. Apelidado de Chuvisco por causa de uma manchinha branca no mar da pelagem preta, durante a pandemia de covid-19 era só os dois curtindo a companhia dentro de casa. Porém, tudo mudou há cerca de 1 mês, quando do dia pra noite o gato não voltou mais para os braços da dona.

Sem tempo para lamento, a menina tentou de tudo. Chamou por Chuvisco, pediu à mãe que avisasse ao grupo do bairro, e até saiu à sua procura. A última tentativa foi neste último final de semana, quando Maria Luiza escreveu e desenhou à mão 25 bilhetinhos colados nos postes de quase todas as ruas do Conjunto Residencial Octavio Pécora, onde reside.

“Foi tudo ideia dela. Como ainda não tivemos sucesso em achar Chuvisco, ela mesma resolveu fazer os recadinhos. Fomos juntas à pé colando nos postes e conversando com as pessoas que encontrávamos na rua”, disse a Patrycia Barretos de Oliveira, nutricionista de 36 anos e mãe de Maria Luiza.

“Para ser bem sincera, eu fiquei muito chateada comigo mesma. Não fui atrás de castrar o Chuvisco. Ele até fugia, mas sempre voltava pra casa, o que não aconteceu dessa vez”, ressalta.

No bairro, a mãe explica que os moradores costumam ficar atentos quando há animais perdidos. “Mas ninguém encontrou o nosso gatinho. Até colocam vasilhas de água e ração para aqueles que se encontram nas ruas, então minha esperança é de que ele esteja vivo e alimentado, pelo menos”.

Assim como a mãe, Maria Luzia nunca antes teve um bichinho para chamar de seu. Mas aí veio Chuvisco, adotado na Feira Central no finalzinho de 2019. “Ela sempre sonhou em ter um gatinho, vimos aquele único na gaiola, então era pra ser”, comentou.

Antes mesmo da pandemia, a dupla já era inseparável (Foto: Arquivo Pessoal)
Patrycia garante: “eu que sou mãe vejo minha filha de luto. Ela está muito arrasada. Na pandemia, ficou ainda mais apegada ao Chuvisco porque só ficavam os dois em casa enquanto eu saía para trabalhar. A avó até percebeu que ela anda com bruxismo ‘psicológico’, de nervoso”.

Maria Luiza escrevendo um dos recadinhos (Foto: Arquivo Pessoal)

Um dos 25 bilhetinhos que a menina fez na esperança de encontrar o gato querido (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Para quem encontrar Chuvisco, o telefone de Patrycia é o (67) 99681-1615.

– CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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