Informações

Princípio Ativo: Griseofulvina.
Classe terapêutica: Antifúngico.

Dose

Cães: Dermatofitose: 5 - 10 mg/kg VO a cada 24 horas ou 50 mg/kg VO a cada 24 horas (ou a dose fracionada a cada 12 horas). Devem ser administrados com alimento gorduroso.
Gatos: Não é recomendado o uso em gatos devido o potencial para efeitos adversos graves. Quando usado, a dose é, geralmente, semelhante a de cão.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Griseofulvina

Classificaçāo

Antifúngico

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não interrompa o tratamento sem orientação do médico veterinário.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 5°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Griseofulvina 500 mg, comprimido, (micronizada)
  • Fulcin 500 mg, comprimido, (micronizada)
  • Sporostatin 500 mg, comprimido, (micronizada)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

É indicada no tratamento de micoses superficiais causadas por fungos dermatofíticos, mas não por leveduras, sendo utilizada exclusivamente por via oral. Tem sido indicada como alternativa aos tratamentos que utilizam derivados imidazólicos e traizólicos para combater essas infecções. É um dos fármacos de eleição para o tratamento das onicomicoses (FARIAS & GIUFFRIDA, 2008).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A griseofulvina é contraindicada em pacientes hipersensíveis a ela ou com falência hepatocelular.  Como os gatos podem ser mais sensíveis aos efeitos adversos associados à griseofulvina, eles devem ser monitorados cuidadosamente se o tratamento for instituído. Os gatos devem ser testados para FIV antes do uso da griseofulvina por causa dos possíveis efeitos de neutropenia e panleucopenia do medicamento.

EFEITOS ADVERSOS

A griseofulvina pode causar anorexia, vômitos, diarreia, anemia, neutropenia, leucopenia, trombocitopenia, depressão, ataxia, hepatotoxicidade, dermatite, fotossensibilidade e necrose epidermal tóxica. Exceto os sinais clínicos gastrintestinais, os efeitos adversos são incomuns em cães sob doses habituais. Gatos, principalmente filhotes, podem ser mais suscetíveis aos efeitos adversos do que as outras espécies.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser utilizado em fêmeas gestantes, pois é altamente teratogênico.

Interações medicamentosas

Álcool

A griseofulvina pode potencializar os efeitos do álcool.

Aspirina

A griseofulvina pode diminuir os níveis de salicilato.

Ciclosporina

A griseofulvina pode diminuir os níveis de ciclosporina.

Fenobarbital

O fenobarbital pode diminuir a concentração de griseofulvina no sangue.

Teofilina

Em alguns pacientes, a griseofulvina pode diminuir a meia-vida e os níveis de teofilina.

Varfarina

A griseofulvina pode reduzir a ação anticoagulante.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Quando este antifúngico penetra na célula fúngica, causa a ruptura do fuso micótico por ligar-se a uma proteína associada aos microtúbulos; este processo inibe a mitose do fungo e, consequentemente, impede o crescimento deste microrganismo. Causa ainda alterações morfogenéticas na parede celular, possui atividade anti-inflamatória (COSTA & GÓRNIAK, 2006)

FARMACOCINÉTICA

Após administração oral, a griseofulvina é absorvida por via intestinal, podendo esta ser facilitada quando administrada concomitantemente com alimentos ricos em gordura ou com formulações contendo propilenoglicol. O tamanho das partículas de griseofulvina interfere em sua absorção, sendo que a forma ultra microcristalina mais bem absorvida que a forma microcristalina. Esse fármaco se difunde por diversos órgãos, depositando-se de maneira importante nos tecidos queratinizados, como pele e anexos. São necessárias várias semanas de administração para sua completa deposição na camada córnea e promoção da inibição do crescimento fúngico. Sua metabolização ocorre por enzimas do sistema microssomal hepático, sua eliminação, por via urinária e biliar (FARIAS & GIUFFRIDA, 2008).

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

O uso deste medicamento tem sido associado a distúrbios hematopoiéticos, podendo causar supressão da medula óssea e leucopenia grave e anemia.

MONITORAMENTO

Monitorar a eficácia do tratamento, aparecimento de efeitos adversos, distúrbios hematopoiético e enzimas hepáticas.

Referências Bibliográficas

COSTA, E. O.; GÓRNIAK, S. L. Agentes antifúngicos e antivirais. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. FARIAS, M. R.; GIUFFRIDA, R. Antifúngicos. In: In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p. NOBRE, M. O. et al. Drogas antifúngicas para pequenos e grandes animais. Ciência Rural, Santa Maria, v.32, n.1, p.175-184, 2002. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/4sh4vJLt7f>. Acesso em 19 de maio de 2020.
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