Informações

Princípio Ativo: Cabergolina.
Classe terapêutica: Hormônio.

Dose

Cães: 0,005 mg/kg VO a cada 24 horas
Gatos: 0,005 mg/kg VO a cada 24 horas
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Cabergolina

Classificaçāo

Hormônio

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Cabergolina 0,5 mg, comprimido
  • Caberedux 0,5 mg, comprimidos
  • Cabertrix, 0,5mg, comprimidos
  • Dostinex 0,5 mg, comprimidos

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Para cães e gatos, a cabergolina pode ser usada para indução de estro, tratamento de anestro primário ou secundário, mastite, pseudociese, como tratamento primário à cirurgia de tumor mamário e para terminação da prenhez na segunda metade da gestação. A cabergolina pode ser usada no tratamento de alguns casos de hiperadrenocorticismo hipófise-dependente (Doença de Cushing) e foi usado para agressão e ansiedade pós-castração em cães e gatos.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A cabergolina é contraindicado em cães e gatos prenhes, a menos que o aborto seja desejado. A cabergolina não deve ser usada em paciente que são hipersensíveis a derivados da ergolina (por exemplo, bromocriptina). A droga deve ser administrada com cautela – e, se necessário, possivelmente em dose mais baixa – em pacientes com insuficiência hepática significativa. Ao usar para induzir estro, é recomendável aguardar pelo menos 4 meses após o ciclo anterior para permitir a recuperação do útero.

EFEITOS ADVERSOS

A cabergolina é geralmente bem tolerada por pacientes animais. Foi relatado vômito, mas pode ser aliviado pela administração com alimentos. Cães que recebem cabergolina por mais de 14 dias podem apresentar alterações na cor ou textura da pelagem. Este efeito é provavelmente reversível.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Este medicamento pode causar aborto espontâneo em cadelas ou gatas prenhes, porque a prolactina é luteotrófica nessas espécies. Como a cabergolina suprime a prolactina, ela não deve ser usada em fêmeas lactantes.

SUPERDOSAGEM

As informações de overdose não estão disponíveis para cães ou gatos e permanecem muito limitadas para seres humanos. Postula-se que as overdoses de cabergolina nas pessoas possam causar hipotensão, congestão nasal, síncope ou alucinações. O tratamento é basicamente de suporte e concentra-se principalmente no suporte à pressão arterial.

Interações medicamentosas

FÁRMACOS HIPOTENSIVOS

Como a cabergolina pode ter efeitos hipotensores, o uso concomitante com outros medicamentos hipotensores pode causar hipotensão aditiva.

ANTIBIÓTICOS MACROLÍDEOS

A concentração de cabergolina pode estar elevada.

METOCLOPRAMIDA

O uso com cabergolina pode reduzir a eficácia de ambos os medicamentos e o uso em conjunto deve ser evitado.

FENOTIAZINAS

O uso de cabergolina com antagonistas da dopamina (D2) pode reduzir a eficácia de ambos os medicamentos e deve ser evitado.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Cabergolina tem alta afinidade pelos receptores de dopamina (D2) e longa duração de ação. Exerce efeito inibitório direto na secreção da prolactina da glândula pituitária anterior. Seu efeito na indução do estro provavelmente se deve mais aos seus efeitos agonistas da dopamina do que aos efeitos da prolactina Quando comparado a bromocriptina, a cabergolina tem maior especificidade para receptor D2, maior tempo de ação e menos tendências de causar vômitos.

FARMACOCINÉTICA

A farmacocinética da cabergolina não foi relatada em cães ou gatos. Nos seres humanos, o medicamento é absorvido após a administração oral, mas sua biodisponibilidade absoluta não é conhecida. Os alimentos não parecem alterar significativamente a absorção. O fármaco é amplamente distribuído por todo o corpo e é moderadamente ligado às proteínas plasmáticas (50%). A cabergolina é principalmente metabolizada no fígado por hidrólise; esses metabólitos e cerca de 4% do medicamento inalterado são excretados na urina. A meia-vida é estimada em cerca de 60 horas. A duração da ação farmacológica pode persistir por 48 horas ou mais. A disfunção renal não parece alterar significativamente as características de eliminação do medicamento.

MONITORAMENTO

Monitore a eficácia e efeitos adversos.

Referências Bibliográficas

<https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/dOayBfqZE7/>. Acesso em 13 de abril de 2020.

<https://consultaremedios.com.br/cabergolina/pa>. Acesso em 13 de abril de 2020.
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