Miastenia gravis adquirida em cão – relato de caso

9 de maio de 2020

Acquired myasthenia gravis in a
dog – a case report
Miastenia gravis adquirida em cão – relato de caso
Maria Eduarda dos Santos Lopes Fernandes1 , Gabriela Wacheleski Brock2 ,
Anna Julia Rodrigues Peixoto1 , Clarice Gonring Corrêa1 , Patricia de Oliveira3 ,
Alex Gradowski Adeodato4 , Marta Fernanda Albuquerque da Silva5  & Cássia Maria Molinaro Coelho5 

Neuromuscular diseases are not common in clinical routine of dogs and cats and their diagnosis is
a challenge for the veterinarian. This paper reports the clinical diagnosis and the therapy given to a
four-year-old mixed-breed female dog with a history of claudication and intermittent paresis, initially
in the pelvic limbs and then evolving to the thoracic limbs. Furthermore, there were clinical signs of
ataxia and tetraparesis, especially after exercise. Due to the history and clinical signs presented, acquired
myasthenia gravis was suspected and the therapeutic diagnosis using anticholinesterase neostigmine
was chosen, as it is simple, fast and accessible. The dog presented a significant improvement in clinical
status after intramuscular administration of the above mentioned anticholinesterase, and returned to
normal ambulatory activity after administration of the drug intravenously, thus enabling the diagnosis of
the disease. Treatment was introduced using pyridostigmine bromide (2.5mg/Kg, twice a day) associated
with corticosteroid in an immunosuppressive dose (0.5mg/Kg, twice a day). Both drugs were administered
orally for a period of six months, after which there was a complete remission of the clinical signs and
there have been no recurrences until now.
Keywords: megaesophagus, neuromuscular disorder, neostigmine, veterinary neurology

Doenças neuromusculares são incomuns na rotina clínica de cães e gatos e o seu diagnóstico é um
desafio para o Médico Veterinário. Desta forma, este trabalho relata o diagnóstico clínico e terapêutico
em uma cadela sem raça definida de quatro anos com histórico de claudicação e paresia intermitente,
inicialmente em membros pélvicos evoluindo para membros torácicos, apresentando sinais clínicos de
ataxia e tetraparesia sobretudo após exercício. Em virtude do histórico e sinais clínicos apresentados
suspeitou-se de miastenia gravis adquirida, optando-se pelo diagnóstico terapêutico, por ser mais
simples, rápido e acessível, utilizando o anticolinesterásico neostigmina. A paciente apresentou melhora
significativa no quadro clínico após administração do referido anticolinesterásico por via intramuscular,
retornando à atividade deambulatória normal após administração do fármaco por via intravenosa, sendo
possível assim o diagnóstico da doença. Foi instituído tratamento utilizando o brometo de piridostigmina
(2,5mg/Kg, duas vezes ao dia) associado ao corticosteroide em dose imunossupressora (0,5mg/Kg, duas
vezes ao dia), ambos por via oral, por um período de seis meses, observando-se remissão completa dos
sinais clínicos sem recidivas até o presente momento.
Palavras-chave: megaesôfago, desordem neuromuscular, neostigmina, neurologia veterinária.

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